Custo da Última Oportunidade

Amanhã é a véspera de Natal, e ainda não sabes o que vais dar. Deixa-me que te diga que o autor deste texto sabe o que isso é, porque também ele não fazia ideia sobre o que escrever para hoje. E "nos entretantos" dos pensamentos e ideias surgiu-lhe um pensamento, que apesar de um pouco absurdo, irá certamente primar pelo facto de ser único. A questão se será por estupidez ou por genialidade deixo para o vasto auditório responder.

de Gonçalo Brites Ferreira



Assim, sem ideias, venho por este meio informar que tenciono aplicar o raciocínio do custo de oportunidade às tuas compras de Natal de última hora. Em primeiro lugar, o que é o custo de oportunidade? Ora bem, os meus resumos de Microeconomia I, cadeira a qual chumbei com estrondo na primeira fase, dizem-me que o custo de oportunidade equivale ao “custo que o agente tem que suportar para poder ter, em contrapartida, um benefício”, Não perceberam? Bem, eu poderia dizer que é normal, porém, o meu humor auto depreciativo apenas me permite dizer que a verdade é que até eu fiquei na dúvida. Malditos resumos, mais uma vez a tramarem-me.


Folheio mais umas páginas e surge uma explicação mais simples (graças a deus): “o custo de oportunidade é um conceito teórico que quantifica o custo daquilo que se deixa de fazer quando é preciso fazer uma escolha de qualquer tipo.” Isto é, segundo a metáfora natalícia que tento explorar, o custo de oportunidade é equiparado ao tempo que vais perder, às filas que vais encontrar, e à possibilidade de falhares o presente quando comparado com o benefício que vais retirar da felicidade que o presente, possivelmente, trará a essa pessoa.


Esta análise transporta-me para outra frase dos meus resumos “o custo de oportunidade não é um custo em abstrato, mas sim um custo para alguém (pessoa, empresa, região, país)”, ou seja, é subjetivo, depende de pessoa para pessoa, e neste caso, o custo de não ofereceres nada a alguém também.

Não comprar uma prenda para a tua mãe irá certamente ser pior do que não comprar uma prenda para aquele tio chato que nem querias que estivesse no jantar de Natal, e pela tua mãe, o tempo que perdes ou o dinheiro que irás investir na prenda vai certamente compensar. Vai, nem te atrevas a pensar o contrário.


Sinceramente, a análise só estaria completa com a explicação dos custos e benefícios marginais, mas acreditem, o sacrilégio de olhar para estes resumos é um custo de oportunidade demasiado grande, e o benefício é só vosso.


Se este artigo é, no fundo, a minha tentativa de explicar como aprendi no curso o porquê de não ter comprado algumas prendas de Natal e não o ir fazer hoje, talvez, mas a véspera de Natal é só amanhã, portanto, vou aproveitar o último dia de algumas amizades. Bom Natal, pessoal.