Aldeia Submersa do Vilar

O agravamento da seca traz, sem qualquer sombra de dúvida, um acentuado declínio do caudal dos rios do nosso país, que se traduz numa grande instabilidade da sustentabilidade ambiental e socioeconómica do nosso território. No entanto, essa fragilidade que se observa na paisagem, visível por uma linha antes desenhada pelo toque da água, que agora apenas separa uma mancha arbórea de uma mancha de terra húmida, revela agora uma ruína.

A pequena aldeia do Vilar que antes dormia sossegada, protegida por um extenso cobertor de água, desperta novamente.

Revela-se uma vez mais ao território, criando uma nova vida, espontânea e deambulatória de descoberta de um tempo antigo. Proporciona, assim, um momento cenográfico e belo na paisagem que nos faz esquecer e abstrair da tragédia que nos rodeia.


Fotografias de Manuel Louro